sexta-feira, 2 de novembro de 2012

"Eu sou apenas mais um no meio de tantos outros"

É tão ruim sentir-se sozinha no meio da multidão...
Infelizmente é como eu me sinto, com o tempo passei a odiar todos os seres humanos, inclusive a mim mesma. 
Eu poderia continuar, mas tem coisas na vida que são inevitáveis. 
Depois que tudo aconteceu, fiquei com a sensação de que todas as pessoas são más e egoístas.
Tudo é tão artificial, tão rotulado, tão falso. 
Ultimamente tenho evitado refletir sobre as coisas, nunca vivi de comparações e tenho a chata mania de achar que a casa do vizinho é sempre melhor que a minha, e nem sempre é. 
Talvez minhas forças já tenham acabado, pois tenho lutado tando e às vezes parece que tudo é em vão. 
Eu queria entender a mente humana, mas como posso se não entendo nem a mim mesma. 
Tem horas que sinto uma dor imensa, se essa dor fosse física talvez não me faria tanta diferença, tudo estaria resolvido, ou quase tudo. 
As dores são cada vez mais intensas, embora não tão intensas como eu mesma desejaria ser, viver o extremo de tudo sem se preocupar com o que as pessoas vão pensar parece tão excitante.
Muitas coisas doem agora, a dor de ter perdido a honra, de ser enganada, traída, de ter ouvido palavras amargas...
Tem horas que me odeio, odeio odiar, mas odeio. Odeio quando por algum motivo preciso demonstrar que estou feliz, odeio quando tenho que sorrir para quem não merece nem mesmo o meu desprezo, odeio fingir que tudo está bem, que as coisas estão 100%, ou que estou confortável com uma determinada situação.
As coisas poderiam ser tão mais fáceis se eu pudesse ser eu mesma, se eu pudesse extravasar sem me preocupar com a opinião alheia.
Ninguém está nem aí para o que os outros pensam, na realidade com o tempo as pessoas tem a tendência de se acostumar com as migalhas que lhes são dadas, não reivindicam, não buscam, não reclamam, não opinam. 
Não , não se vista dessa forma, não faça sexo antes do casamento, não pise na grama, não cabule aula, não fume e nem use drogas, tenha modos, não cuspa no chão e nem fale palavrão. 
Seja cordial, distribua sorrisos, não seja transparente, guarde tudo para você até onde puder... 
Não transe no primeiro encontro, não se apaixone, não opine, dance conforme a música!
Se for pra ser assim, prefiro partir de uma vez... "Eu sou apenas mais um no meio de tantos outros"











sábado, 27 de outubro de 2012

O Amor. Foi como chuva em dia de sol...


Chuva..

E debaixo dela cá estava eu, e uma gota de chuva se misturou com uma lágrima. Agora ele estava apenas em meu pensamento, e eu ainda podia sentir sua respiração.

Sentia como se tivesse caminhando em brasas, mas o fogo consumia apenas meu coração, seu amor bandido ardia em meu peito, inquieta e insatisfeita.

Eu sabia que ele estava vivendo sua vida, ao contrário de mim.

Lutava todos os dias em sacrifício desse amor, eu estava sobrevivendo e isso era o que me restava. Como se todos os dias eu voltasse de mais uma batalha, cada dia com um  ferimento diferente, por mais que ainda estivesse de pé, a dor era tamanha.

Talvez eu jamais encontre alguém como você...

Com você, amado. Fui ao extremo de tudo, experimentei o doce e o amargo, o amor e o ódio. Estive no céu e no inferno.

Eu estava de branco. Sim amado, a noite em que nos amamos. O dia em que me afoguei nesse pútrido amor. Por algumas horas foste meu. Eu, você e mais ninguém...


sábado, 13 de outubro de 2012

Um pouco dela...


No rádio, tocava If a close my eyes forever do Ozzy. Lábios carnudos, olhos negros, cabelos compridos, ela desejava estar ali e ao mesmo tempo lembrava-se de seu antigo amor. Suspiros, gemidos e uma mente perversa.
Enquanto ele beijava seu pescoço e acariciava seu corpo nu, seus pensamentos a traíam a todo o momento, ela o abraçava com força, desejava tê-lo para sempre. Se pudesse congelaria o tempo naquele momento, tinha medo que novamente sentisse dor, tinha medo de perder seu chão.
Ela parecia uma menina, de calças rasgadas, camiseta surrada, colecionava discos de vinil dos Smithis. Era tão insegura, e tão decidida ao mesmo tempo. Nunca conseguia terminar seus livros, tinha textos não terminados e emails que nunca foram enviados.
Ela só esperava ser mais intensa, precisava viver mais e se preocupar menos. Talvez seu maior erro fosse acreditar que ele a faria feliz.
Mas ele ainda estava ali, em seus pensamentos.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Deve ter sido amor...

Sei que deve ter sido amor...mas agora acabou!

Deixe um suspiro em meu travesseiro,
Deixe o inverno para trás.
Hoje acordei sozinha e tudo estava tão quieto
Em meu quarto, e em toda a parte.

Toque-me agora, eu fecho meus olhos
e fico sonhando...

domingo, 5 de agosto de 2012

...

Eu e minhas memórias magras...

Back in time

Ela adorava o chamar de meu herói, ainda não usava batom e nem lápis nos olhos. Os saltos de sua mãe eram sua alegria. Um olhar inocente, um laço nos cabelos e um vestido de bolinhas. Seu amigo imaginário lhe visitava todas as tardes, enquanto tomava um chá com suas bonecas. Aos pouscos seus gostos mudaram, ela tinha um cabelo engraçado e curtia Lita Ford e Bruce. Suas paixões eram Iron e Yes. Seu pai já não a conhecia, aquela menina que sentava em seu colo já não existia mais, como ele queria voltar no tempo.

Anxiety

Ele acende mais um cigarro, este é o quinto de muitos outros que virão. Afinal, o maço ainda não acabou. Seus dedos inquietos levam o vício até sua boca. Toda aquela fumaça se vai com anos de dedicação, agora sua vida é cruel. Ele não tem medo, nada lhe assusta. Entre um cigarro e outro ele admira a paisagem, e por horas permanece ali, sentado. Um chapéu de palha, uma camisa surrada e pés inquietos. Sua mente grita, implora por um fim.

Amado

Lá  fora o Amor. Foi como chuva em dia de sol
Uma gota de chuva se misturou com uma lágrima, e lá estava ele. Apenas em seu pensamento, ela ainda sentia sua respiração.
Sentia como se tivesse caminhando em brasas, mas o fogo consumia apenas o seu coração, o amor dele ardia em seu peito, ela estava inquieta.
Lutava todos os dias em sacrifício desse amor, sobreviver era o que lhe restava. Era como se todos os dias   voltasse da batalha, cada dia com um  ferimento diferente, por mais que ainda estivesse de pé, a dor era tamanha.
Talvez ela jamais encontrasse alguém como ele.

Com você, amado. Fui ao extremo de tudo, experimentei o doce e o amargo, o amor e o ódio. Estive no céu e no inferno.
Naquela noite eu estava de branco, a noite em que nos amamos. O dia em que nossos corpos se uniram, por alguns instantes fostes meu.
Embora eu estivesse decidida sobre o que fazer naquela mesma noite, minha mãos estavam suando frio e o nervosismo tomava conta de mim.

Uma luz baixa, um copo de água no criado mudo. Uma mente perversa, solidão. Ela ainda sente seus pés adormecerem, como quando ele estava ao seu lado. A beleza se foi e lhe restaram apenas os anos. A falta que esse amor lhe faz, ela desliza suas mãos suavemente sobre o colchão, enquanto lembra de seu amado.

The dream girl

Ela adoraria que a vissem como a garota dos sonhos. Mas sua inocência foi perdida, ninguém mais a veria como a menina pura do vestido de renda. Seus olhos agora eram opacos, não havia vida. Restava apenas o choro da alma e uma mente perdida. Ela já não sorria.

Espelho da alma

Ela chega em casa, joga uma água no rosto. Prepara um drink, dois cubos de gelo e uma insatisfação completa, senta-se. Reflete, enquanto saboreia mais uma dose de memórias cálidas, este é o reflexo de seu amor pútrido.

O perdão.

Somente os sábios são capazes de perdoar, o perdão é um ato tão magnífico, tão puro. Eu já o perdoei, mesmo antes de falhar comigo.

Pensamentos

Um copo de whisky e um amor sem gelo, por favor!

domingo, 29 de julho de 2012

Não, não mais um pútrido amor.

Aprendi que o AMOR, e não o tempo, é que cura todas as feridas.


Sim, eu aprendi.


Quero viver a mais verdadeira história já contada. Onde o amor seja exaltado.
O amor puro e paciente.


Preciso de tempo e coragem para repassar a limpo o rascunho vivido por mim.
Tempo e coragem!


Quero refazer o mesmo caminho, mas desta vez os espinhos não irão me machucar, não os mesmos.


Nesta vida há de se enfrentar barreiras, se isso não acontece, não se está vivendo, se está sobrevivendo.


Quero enxergar o amor com a janela da alma.


Quando eu ouvir de você um "Eu te amo" mal poderei esperar para que este chegue até meu coração, há tempos ele espera pela sinceridade.


Há tempos ele espera por um amor que queima sem ferir.


Um amor inquieto. Não, não mais um pútrido amor.


terça-feira, 24 de julho de 2012

Meus delírios...


Só mais um gole

Um gole de insanidade, prazer absoluto. Inquietude

Só mais uma dose

Uma dose de você, da loucura, uma dose desse amor

Continua...

sábado, 14 de julho de 2012

Memórias vagas...


Hoje eu adoraria compor uma música, fazer compras, curtir um bom livro e uma sombra, rever os amigos... Optei por não fazer nada, optei por me entender, me escutar, me estudar!
Meus delírios... eu e eu mesma!

terça-feira, 10 de julho de 2012

Minha mente grita


Todas as vezes que caio, tento me salvar de mim mesma, mas você sempre leva um pedaço de mim. Talvez para você tudo seja tão fácil, mal sabe que minhas feridas sangram, elas ainda sangram. Que o vento leve para longe todas as palavras que me feriram, essa mágoa que carrego em meu peito, esse vazio que percorre meu corpo. Que a estrada não marque as pegadas dessa caminhada insignificante. Todas as vezes que acreditei em você, percorri pelo mesmo caminho, é como se eu acreditasse que o mesmo abismo em que você me atirou já não estivesse mais aqui, eu sempre me engano e lá está ele, cada vez maior e novamente sou derrotada, quando as feridas já estão cicatrizando, neste momento elas se abrem e a dor é ainda maior. As paredes têm ouvidos? Se tiverem que não ouçam os gemidos que ecoam da minha mente perversa, quando penso que já esqueci tudo, sou traída pelos meus pensamentos, minha mente grita.

Sim, meus lábios ainda sentem a doçura dos teus beijos, teu amor bandido percorre minhas veias.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dobrando a esquina...



De repente reparo que dobrando a esquina tem sempre um menino que brinca com pedrinhas na beira da calçada. Ele guarda um sorriso, embora seu rosto não me diga nada, seus olhos parecem sorrir. Mãos sujas, um chinelo já muito usado e roupas surradas. Posso imaginar que ele poderia estar com fome, ou talvez não sorrisse com os lábios por não ter motivos suficientes, mas os teus olhos sorriam e ali estava a esperança de um dia sorrir com os lábios, gargalhar.


Lucas, João, Marcos, Vinícius? Qual será o nome dele? Será que ele tem nome?... Quando vou me deitar imagino se dobrando a esquina está o menino, brincando com as pedrinhas...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Amei...em silêncio.

Agora ouço apenas o cantar dos pássaros, pensando no quanto te amo, em como tenho sido forte, talvez eu tenha te esquecido e só o que resta são as lembranças desse amor.


 

Sinto falta do seu sorriso, do jeito como mexia no meu cabelo, do modo que encarava a vida, às vezes menino, às vezes homem. O homem que me protegia, me pegava no colo e dizia que tudo ficaria bem.   

Porque você teve que  partir? fiquei sozinha,  sem rumo. Eu perdi o sono, a vontade de viver, e mesmo depois de tanto tempo ainda me sinto perdida.

 A pior das sensações é amar sozinha, amar em silêncio! Mas amei.