sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Ela acreditou que era feliz

Então você a fez sofrer?
Talvez ela parecesse uma menina ingênua, você achou que logo ela te esqueceria?
Você a colocou em um frasco e ela achou que era feliz.
Você deu a ela as migalhas do seu amor e ela acreditou que era feliz.
Você dedicou a ela 15 minutos do seu dia e ela acreditou que era feliz.
Você deu a ela um sorriso de canto e ela acreditou que era feliz.
Ela ainda ouvia aquela música pensando em você, lembra-se que você disse a ela que essa seria sua única companhia quando você partisse?
Você disse que ela o fazia sorrir todas as manhãs e mesmo assim você a deixou.
Talvez ela ainda fosse doce, mas nada era como antes.
Tudo o que você deixou foram mágoa e rancor, embora ela ainda te amasse.
Sua respiração era como uma névoa inquietante percorrendo seu corpo.
Seu amor era como um veneno, uma droga, mas agora ela já não se contentava com pouco, ela precisava de mais e mais.

 Tarde demais.

 Você não estava mais lá para alimentar o seu vício.



Já é hora de voltar

O doce sabor

Nada como caminhar sem rumo, olhar as estrelas e não ter hora para voltar.
Voltar pra que?
Pra esse mundo de injustiças, solidão, vazio, mentiras, torturas e desatinos.
Já nem sei o que escrevo. Se escrevo. Porque infelizmente já é hora de voltar pra esse mundo, tenho que voltar a me sentir sufocada novamente.
Será que ao menos terei tempo de terminar meu raciocínio? Pois já é hora de voltar. Tenho que voltar.

Cidade do Sol

Não me mastigue. Não me ature. Não me tolere

Cidade do sol, páginas e mais páginas.

Você poderia ir embora com toda essa fumaça, mas você é a única fumaça que trago e essa não se vai nunca, acho até que vou morrer com ela, ou por ela.
Eu parei na parte em que a mocinho sofre por amor e me perdi por aí mesmo, EU me perdi, me perdi na história, afinal seu amor era um labirinto, e eu nunca consegui achar a saída.

Ela apostou suas últimas cartas. Nada parece ter dado certo.
Seduzir era seu dom. Conquistar, um prazer. Ela não sabia até onde isso chegaria, afinal seus cabelos brancos já estavam aparecendo. De onde viria a sedução, senão pelas suas lindas pernas e seus seios fartos. Logo nada seria, nada estaria.
Tudo parecia ser tão perfeito quando aqueles livros caíram ao chão e seus olhares se encontraram, não sei se foi paixão, porém todo romance tem um tempo determinado, e o amor entre eles acabou, antes mesmo de começar.
Naquela janela ela acariciava e apertava o bico de seus seios fartos, os mesmos seios que naquela noite ele deitara seu rosto. Seus lábios pareciam uma rosa vermelha, uma rosa de sangue.

Meu caro amigo,

Escrevo-lhe porque já tive pressa de sonhar, não espere por mim esta noite, querido. Esta tudo tão estranho, mas estou em ótima companhia, um leve e delicioso Dry Martini me espera. Depois de uma longa e cansativa jornada de trabalho, nada como chegar em casa, tirar os sapatos, que carregaram todo meu stress do dia a dia, passar uma água no rosto, caminhar nua pela casa e depois tomar algumas doses, algumas doses do teu amor bandido e outras de um bom Dry Martini, ou quem sabe uma taça de um excitante vinho chileno.
Ainda estou jovem velho amigo, não espere por mim esta noite, mas não demore. O sol inundará meu quarto, lhe aguardo ansiosa.