Todas as vezes que caio, tento me salvar de mim mesma, mas
você sempre leva um pedaço de mim. Talvez para você tudo seja tão fácil, mal
sabe que minhas feridas sangram, elas ainda sangram. Que o vento leve para
longe todas as palavras que me feriram, essa mágoa que carrego em meu peito,
esse vazio que percorre meu corpo. Que a estrada não marque as pegadas dessa
caminhada insignificante. Todas as vezes que acreditei em você, percorri pelo
mesmo caminho, é como se eu acreditasse que o mesmo abismo em que você me
atirou já não estivesse mais aqui, eu sempre me engano e lá está ele, cada vez
maior e novamente sou derrotada, quando as feridas já estão cicatrizando, neste
momento elas se abrem e a dor é ainda maior. As paredes têm ouvidos? Se tiverem
que não ouçam os gemidos que ecoam da minha mente perversa, quando penso que já
esqueci tudo, sou traída pelos meus pensamentos, minha mente grita.
Sim, meus lábios ainda sentem a doçura dos teus beijos, teu
amor bandido percorre minhas veias.
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