terça-feira, 10 de julho de 2012

Minha mente grita


Todas as vezes que caio, tento me salvar de mim mesma, mas você sempre leva um pedaço de mim. Talvez para você tudo seja tão fácil, mal sabe que minhas feridas sangram, elas ainda sangram. Que o vento leve para longe todas as palavras que me feriram, essa mágoa que carrego em meu peito, esse vazio que percorre meu corpo. Que a estrada não marque as pegadas dessa caminhada insignificante. Todas as vezes que acreditei em você, percorri pelo mesmo caminho, é como se eu acreditasse que o mesmo abismo em que você me atirou já não estivesse mais aqui, eu sempre me engano e lá está ele, cada vez maior e novamente sou derrotada, quando as feridas já estão cicatrizando, neste momento elas se abrem e a dor é ainda maior. As paredes têm ouvidos? Se tiverem que não ouçam os gemidos que ecoam da minha mente perversa, quando penso que já esqueci tudo, sou traída pelos meus pensamentos, minha mente grita.

Sim, meus lábios ainda sentem a doçura dos teus beijos, teu amor bandido percorre minhas veias.

Nenhum comentário:

Postar um comentário