sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Cidade do Sol

Não me mastigue. Não me ature. Não me tolere

Cidade do sol, páginas e mais páginas.

Você poderia ir embora com toda essa fumaça, mas você é a única fumaça que trago e essa não se vai nunca, acho até que vou morrer com ela, ou por ela.
Eu parei na parte em que a mocinho sofre por amor e me perdi por aí mesmo, EU me perdi, me perdi na história, afinal seu amor era um labirinto, e eu nunca consegui achar a saída.

Ela apostou suas últimas cartas. Nada parece ter dado certo.
Seduzir era seu dom. Conquistar, um prazer. Ela não sabia até onde isso chegaria, afinal seus cabelos brancos já estavam aparecendo. De onde viria a sedução, senão pelas suas lindas pernas e seus seios fartos. Logo nada seria, nada estaria.
Tudo parecia ser tão perfeito quando aqueles livros caíram ao chão e seus olhares se encontraram, não sei se foi paixão, porém todo romance tem um tempo determinado, e o amor entre eles acabou, antes mesmo de começar.
Naquela janela ela acariciava e apertava o bico de seus seios fartos, os mesmos seios que naquela noite ele deitara seu rosto. Seus lábios pareciam uma rosa vermelha, uma rosa de sangue.

Meu caro amigo,

Escrevo-lhe porque já tive pressa de sonhar, não espere por mim esta noite, querido. Esta tudo tão estranho, mas estou em ótima companhia, um leve e delicioso Dry Martini me espera. Depois de uma longa e cansativa jornada de trabalho, nada como chegar em casa, tirar os sapatos, que carregaram todo meu stress do dia a dia, passar uma água no rosto, caminhar nua pela casa e depois tomar algumas doses, algumas doses do teu amor bandido e outras de um bom Dry Martini, ou quem sabe uma taça de um excitante vinho chileno.
Ainda estou jovem velho amigo, não espere por mim esta noite, mas não demore. O sol inundará meu quarto, lhe aguardo ansiosa.







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